Revista + Vida 26 | Doenças do Futuro

testemunhos

HISTÓRIAS FELIZES • JOÃO PAULO COSTA

Empenho e motivação Se no início foi “um bocadinho difícil ver luz ao fundo do túnel”, como recorda o microbiólogo, aos poucos foram surgindo melhorias. “Durante todo o tratamento, o João Paulo esteve sempre focado na sua recuperação”, assegura Joana Passos Cardoso. “Sempre atento e motivado para a realização dos exercícios. Sempre à procura de fazer mais e melhor.” Teresa Soares da Costa também insiste em destacar o empenho do doente no processo de reabilitação como sendo um dos mais importantes fatores de bom prognóstico: “O João Paulo mostrou-se sempre uma pessoa muito combativa, positiva e com uma vontade enorme de vencer. Foi sempre muito empenhado, cumpridor e nunca deixou de acreditar que conseguiria deixar a cadeira de rodas e voltar a andar.” O momento em que João Paulo Costa começou a conseguir deslocar-se com a ajuda de um andarilho, em novembro de 2017, foi um dos mais marcantes de todo o processo de reabilitação. O outro foi quando voltou a conduzir, em julho de 2019. “Recordo-me perfeitamente desse dia. Foi o momento em que me voltei a sentir verdadeiramente autónomo. Um misto de sensações: um bocadinho assustador, mas feliz”, revela, com um grande sorriso. Para a equipa que o acompanha no Instituto CUF Porto, este foi um “enorme desafio” e uma “enorme responsabilidade”. “Conseguirmos corresponder às expetativas e esperanças que o João Paulo tinha depositado em nós: recuperar a autonomia e ter uma vida o mais normal possível. Embora ainda tenha muitos obstáculos a ultrapassar, ele sabe que estamos aqui ao seu lado e que conta connosco para o acompanhar no resto do percurso”, assegura Teresa Soares da Costa. João Paulo Costa não se atemoriza com o caminho que permanece por percorrer: “Quanto mais se avança, mais se consegue ver até onde se consegue ir.” Recorda que entrou no Instituto CUF Porto numa cadeira de rodas, necessitando de ajuda para tudo, e neste momento já caminha – embora ainda com recurso a canadianas –, voltou a conduzir e a trabalhar. É hoje uma pessoa autónoma. 14 | +vida

SABIA QUE ...

crónicas no âmbito da deficiência ou da incapacidade”, explica Teresa Soares da Costa, Coordenadora de Medicina Física e Reabilitação no Instituto CUF Porto. A médica acrescenta que o derradeiro intuito é “promover e reabilitar a função do indivíduo de forma a permitir uma melhor qualidade de vida”. Nos hospitais e clínicas CUF, a Medicina Física e Reabilitação integra fisiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala.

Medicina Física e Reabilitação é a especialidade médica responsável pelo diagnóstico e tratamento de diferentes tipos de patologias no adulto e na criança, onde se incluem disfunções musculoesqueléticas, doenças neurológicas, cardiorrespiratórias, vasculares, reumatológicas, oncológicas, entre outras. “Tem como objetivo a aplicação de diferentes estratégias terapêuticas que visam prevenir ou diminuir as consequências de determinadas doenças agudas ou

ANTÓNIO PEDROSA/4SEE

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